segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Consultório sentimental


Você foi contratado por uma rádio para ser conselheiro sentimental dos ouvintes. Escreva a propaganda de seu programa, convidando e animando os ouvintes a ligarem para você. Use algumas das seguintes expressões:

cair/desabar aos prantos     chorar à toa     prender o choro
ficar todo(a) arrepiado(a)     emoção à flor da pele     
coração bater mais forte     ficar com o coração apertado
     


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Redação 8 - Festival NOVO CINE


Este ano, o Festival NOVO CINE apresentou filmes sobre a história do Brasil. Você viu vários e decidiu escrever uma crítica sobre um deles no site "Português é tudo de bom!". Seu texto deve conter a sinopse do filme, sua opinião sobre a interpretação dos atores e desenvolvimento da história. Mínimo 250 palavras.

Redação 7 - Conscurso "Das sete, pinto uma!"


Você é assinante de uma revista de artes que está promovendo um concurso para motivar os leitores a falarem sobre sua arte favorita. Escolha uma das sete artes e escreva um artigo expondo sua importância no mundo, suas características gerais e artistas mais representativos. Explique como surgiu seu interesse por ela e como ela faz parte de sua vida. Seja bem expressivo e convincente, pois o prêmio do concurso é uma viagem à Grécia, o berço das artes! Mínimo 250 palavras.

Redação 6 - Colonização humana em Marte


Veja o vídeo "Colonização humana em Marte" e use as informações expostas para escrever um artigo de opinião posicionando-se sobre a necessidade de ter uma colônia terráquea em Marte, considerando os custos deste empreendimento interplanetário e suas consequências. Mínimo 250 palavras.

Redação 5 - Impacto das novas tecnologias



O site do "Inovaparq", projeto que busca consolidar uma rede de cooperação para o desenvolvimento tecnológico sustentável, está apoiando o empreendedorismo inovador. Leia o texto abaixo e escreva um comentário respondendo à pergunta: "Como você acha que as novas tecnologias estão influenciando nossas vidas?" Mínimo 250 palavras.

A importância das novas tecnologias para as pessoas


Os benefícios que as novas tecnologias geram são inúmeros e se estendem a cada um dos setores sociais, desde a área empresarial até a da saúde. Para ilustrar melhor, pense nas competições paraolímpicas. Atletas com diferentes deficiências conseguem ter uma vida normal, praticar esportes e participar de grandes competições, conquistando, inclusive, resultados comparados aos de um atleta sem necessidades especiais.
Este é o caso do alemão Markus Rehm, cuja perna foi amputada na adolescência após um acidente de barco. Em 2015, ele conseguiu a marca de 8,40 m no salto à distância utilizando uma prótese de fibra de carbono. A boa notícia é que essa tecnologia não fica restrita apenas aos esportistas, pois existem tipos de próteses adaptados ao estilo de vida de cada pessoa. Assim, ela pode andar, pular e correr normalmente, realizando movimentos cada vez mais precisos. E o mais importante: participa novamente das atividades sociais.
Em relação à educação, podemos retomar a importância da internet para o acesso ao conhecimento. Quando se pensa nas salas de aulas, ela pode ser uma boa aliada. Deste modo, educadores estão cada vez mais desenvolvendo estratégias de ensino com aplicativos ou softwares para atividades extracurriculares, tornando a  aprendizagem mais dinâmica e divertida. Tablets e smartphones são aparelhos que também facilitaram o ensino a distância por meio do e-Learning, quebrando as antigas barreiras geográficas para o acesso à educação.
Um dos grandes destaques atuais são as tecnologias de comunicação. Elas têm revolucionado a troca de informação entre as pessoas, impactando diretamente no comportamento delas em aspectos pessoais e profissionais O contato está mais rápido, fácil e acessível, de modo que fazer reuniões com os participantes que estão em cidades diferentes, por exemplo, não é mais um problema. Tudo pode ser realizado instantaneamente e em poucos cliques.
Além disso, focando mais no ramos dos negócios, a gestão empresarial está cada vez mais simplificada e de fácil compreensão. O desenvolvimento de softwares hospedados em nuvem, por exemplo, permite armazenar e administrar dados importantes, ajudando os gestores a ter um maior controle do que acontece em seu empreendimento.
Estes são apenas alguns exemplos de como as novas tecnologias ajudam na qualidade de vida das pessoas. Mas você sabe o que deve ser feito para desenvolvê-las? A resposta para essa pergunta é: investir em inovação. É por isso que as empresas estão trabalhando na busca por soluções criativas a fim de aprimorar seus produtos e serviços ou mesmo perceber novas possibilidades para suprir as carências ainda não atendidas no mercado.
Inovar significa dar uma utilização prática às novas ideias e viabilizá-las para o uso comercial. É no meio desse processo que as novas tecnologias surgem e, como consequência, as dificuldades e os problemas típicos de determinado momento são superados com um recurso revolucionário. Assim, a criatividade é o combustível para gerar novas ideias. E o resultado disso? A inovação.
E lembre-se: é importante que sua empresa conheça bem seu contexto interno (sua própria realidade) e externo (a sociedade na qual está inserida). Esse conhecimento é obtido a partir de estudos e pesquisas realizados por profissionais especializados e dá a bagagem necessária para desenvolver as soluções corretas e apresentá-las ao mercado, impactando positivamente na sociedade.
Agora nós queremos saber a sua opinião! Como vocês acham que as novas tecnologias estão influenciando nossas vidas? Deixe um comentário e compartilhe sua suas ideias conosco.
(Fonte: inovaparq)

Redação 4 - O homem e a terra



Você é funcionário de uma empresa que desenvolve projetos relacionados com o meio ambiente e não está de acordo com as medidas governamentais tomadas pelo Ministério da Agricultura. Com base nas informação oferecidas no vídeo "Reforma Agrária na aula de geografia" (5:57) e na unidade sobre a distribuição das terras no Brasil, redija uma carta às autoridades competentes ressaltando os problemas enfrentados no meio rural e a necessidade de uma reforma agrária efetiva e justa. Indique algumas medidas viáveis para resolver este problema tão antigo e sério. Mínimo 250 palavras.

Redação 3 - De volta às origens


No dia 22 de abril se comemora o "descobrimento" do Brasil. Escreva um artigo de opinião sobre a miscigenação brasileira, levando em conta a contribuição cultural dos três povos. Mínimo 250 palavras.

Redação 2 - Divisão territorial


Você tem um blogue cultural de ajuda aos estrangeiros que moram no seu país. Um seguidor brasileiro lhe escreve pedindo para você esclarecer como é a divisão territorial e política. Responda-lhe comparando com o que você sabe sobre a divisão territorial do Brasil. Mínimo 250 palavras.

Redação 1 - Independência ou morte!


Como estudante de português, você vai participar do concurso “Brasil: gigante pela sua história”, promovido pela Casa do Brasil. Com base nas informações do vídeo “Dia de Fúria” (14:05), escreva um texto sobre a Independência do Brasil, destacando os personagens e os fatos históricos ocorridos a partir da mudança da família real portuguesa ao Brasil em 1808 até o dia 7 de setembro de 1822. Mínimo 250 palavras.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Redação 7 - Bullying


Você faz parte do corpo docente de uma escola secundária e foi convidado pelo diretor a redigir uma carta dirigida aos professores. O objetivo é tratar o tema do Bullying, explicar seu alcance na era digital e qual papel deve desempenhar a comunidade escolar a fim de ajudar as vítimas de assédio.  Mínimo 250 palavras.

Redação 8 - Leitura e Tecnologia


Você é escritor e foi convidado a redigir um artigo de opinião sobre o tema "leitura e tecnologia" para uma revista de circulação nacional. Em seu texto, discuta as perspectivas de Philip Roth e de Robert Darnton e posicione-se a respeito do tema. Mínimo 250 palavras. (Texto - Celpe-Bras 2014/2)



Philip Roth: "A cultura literária vai acabar em 20 anos". O Futuro do Livro: Robert Darnton
O escritor americano afirma que a tecnologia deve acabar com o livro em papel e que a literatura tende a perder a influência na formação dos jovens. Aos 78 anos, 52 de carreira, ele é tido por críticos respeitados como o maior escritor vivo e figura há décadas na lista de possíveis ganhadores do Prêmio Nobel. É o único autor vivo a merecer a edição de suas obras na editora The Library of America, dedicada a escritores consagrados. Sob sua supervisão, o nono e último volume com os romances curtos deverá sair em 2013. Dele fará parte Nêmesis, seu 22º romance, recém-lançado no Brasil.

ÉPOCA - Não há nenhum computador nesta sala. O que o senhor pensa sobre os avanços tecnológicos como tablets e e-readers? Eles melhoram a compreensão do mundo?
Philip Roth - Não sou fanático por tecnologia. Tenho o mesmo telefone celular há anos e não pretendo trocá-lo. Escrevo em computador, como fiz antes com a máquina de escrever. É óbvio que as máquinas facilitam a finalização de um texto. Só que as coisas estão se transformando muito rapidamente para meu gosto. Não consigo achar graça em ler livros em formato eletrônico em e-reader. Outro dia passei numa loja Apple com a forte disposição de comprar um iPad. Cheguei lá, vi tanta gente se acotovelando para ver como funcionava o aparelho e cheguei a testá-lo. Acabei desistindo. Não sei por que, mas o iPad não me convenceu, talvez porque pareça chato escrever nele, e ler nele é dispersivo. Quem vai conseguir ler um livro inteiro meu naquele tablet? É mais um totem do culto à tecnologia. Hoje, toda a cultura se encontra a nossa disposição. E isso me preocupa. A cultura literária como conhecemos vai acabar em 20 anos. Ela já está agonizando. Obras de ficção não despertam mais interesse nos jovens, e tenho a impressão de que não são mais lidas. Hoje, a atenção é voltada para o mais novo celular, o mais novo tablet. Daqui a poucas décadas, a relação do público e do escritor com a cultura será muito diferente. Não sei como será, mas os livros em papel vão acabar. Surgirá outro tipo de literatura, com recursos audiovisuais e o que mais inventarem.


"Mas as pessoas dizem que o futuro é digital. Claro que é digital. O presente também é digital."
Quando o assunto é a especulação a respeito do futuro do livro, é difícil não ouvir aquela já batida pergunta: “o livro digital vai matar o livro físico?”. Mas por que um deve necessariamente aniquilar o outro? Não seria possível haver uma coexistência? Robert Darnton, historiador e diretor da biblioteca de Harvard, a maior biblioteca universitária do mundo, não só defende a ideia de que os dois podem coexistir, mas que são complementares, que um reforça o outro. Darnton não é só conhecido como um grande historiador norte-americano, mas também como um dos pioneiros na área da história do livro. Um de seus livros, “A Questão dos Livros – passado, presente e futuro” (The Case for Books, 2010), traduzido por Daniel Pellizzari e lançado pela Companhia das Letras, aborda justamente este questionamento a respeito do futuro dos livros. Mesmo com o barulho em torno dos livros digitais, sabemos que eles vão conviver um bom tempo com os livros em papel. Quais as principais questões que ainda não mereceram a devida atenção quando se fala nisso?

Darnton - Tenho sido convidado para tantas conferências sobre a morte do livro que acredito que o livro está muito mais vivo. Tenho algumas estatísticas sobre a produção de livros: a produção de livros impressos aumenta a cada ano e, em breve, teremos 1 milhão de títulos novos a cada ano. Sei que no Brasil o mercado editorial está florescendo. Portanto, a ideia de que o livro morreu me parece absurda. Contudo, levo a sério o fato de que livros eletrônicos são a onda do futuro. E como conduzir essa transição de um mundo onde o livro impresso é dominante para um futuro onde os livros digitais dominarão? Estamos passando por um tipo de fase de transição onde ambos vão conviver. E isso, para mim, é o momento mais excitante e interessante, porque podemos trabalhar em novos tipos de livros, depois de repensar a noção do que é um livro. Como escritor, acho que eles são complementares, e não contraditórios. Se você analisar a História da Comunicação, descobrirá que uma mídia não toma o lugar da outra, elas vivem num tipo de co-habitação, que é mutuamente benéfica. Aprendemos que, no tempo de Gutenberg, apesar de sabermos que a impressão foi uma tremenda nova força, os livros manuscritos, que tinham uma tradição de 100, 200 cópias, permaneceram. Ambos reforçaram um ao outro, por serem incomparáveis. E agora temos isso novamente, com o livro impresso e eletrônico a se reforçarem. 

Redação 6 - Conflitos no trabalho


Na empresa onde você trabalha têm ocorrido muitos desentendimentos tanto entre os chefes e seus subordinados quanto com os colegas entre si, o que está afetando a qualidade do trabalho e prejudicando o andamento dos negócios. Como um dos responsáveis do departamento de Recursos Humanos, você ficou encarregado de redigir um texto fazendo uma chamada ao bom senso, propondo atitudes para uma boa convivência e solução de conflitos baseadas nas dicas da jornalista Inácia Soares. Mínimo 250 palavras.  

Redação 5 - No fundo do poço


Você está tendo um conflito muito difícil de resolver com um familiar, o/a namorado/a ou um vizinho. Sem saber com quem conversar e desejando manter sigilo, você decidiu escrever a um consultório de atendimento psicológico on-line. Descreva seu problema, a origem e duração do conflito, o comportamento das pessoas envolvidas e o que você já fez para tentar resolver o conflito. Peça ajuda para resolver essa encruzilhada. Mínimo 250 palavras.

Redação 4 - Música brasileira

Você foi convidado por uma universidade para dar uma palestra sobre música brasileira a alunos de Belas Artes. Como o assunto é muito amplo, você precisa selecionar um ou dois gêneros e dar uma ideia de suas características gerais, os instrumentos utilizados, a origem de seu nome, seu contexto histórico-geográfico-social, o perfil de seus consumidores, além de fazer uma crítica pessoal ao gênero escolhido. Convide os alunos a conhecerem e ouvirem o(s) gênero(s) escolhido(s). Mínimo 250 palavras.

Redação 3 - Cantor no Brasil


Um cantor ou uma banda de seu país vai se apresentar no Brasil. Apresente-o/a ao público brasileiro contando um pouco de sua história, sua carreira, seu estilo, sua canção mais famosa, a qualidade de sua música. Explique por que tal artista emociona você ou por que você o considera um grande músico. Deixe seu leitor com água na boca, morrendo de vontade de ir ao show. Seu texto será publicado num encarte cultural de linguagem bem despojada. Mínimo 250 palavras.

Redação 2 - Pisando na bola


Você foi convidado a escrever um artigo para os alunos da Casa do Brasil sobre os falsos amigos entre o português e sua língua. Conte algumas gafes que você ou alguém que você conhece cometeu por usar o vocabulário errado, por ter uma pronúncia inadequada, enganar-se num tempo verbal ou se comportar fora dos padrões culturais. Dê dicas para que os colegas não sofram constrangimentos, evitem o ‘portunhol’ e usem melhor o idioma. Mínimo 250 palavras.

Redação 1 - Bem-vindos!


Vários estudantes irão ao seu país para um intercâmbio e, obviamente, passarão por situações formais e informais. Como membro da equipe de recepção, você está encarregado de informá-los sobre a cultura local. Ouça a entrevista Sotaque Cultural (4:36) com o professor Nelson Viana e escreva-lhes um mail de boas-vindas dando conselhos sobre horários, comportamento e a importância de adaptar-se ao ‘sotaque cultural’ do país, evitando mal-entendidos como o mencionado no áudio. Mínimo 250 palavras.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

O poder dos ídolos

O poder dos ídolos

Como pessoas bem-sucedidas em qualquer área de atuação influenciam e podem provocar mudanças na vida de seus admiradores

                                                   FONTE: REVISTA ISTO É - N° EDIÇÃO:  2064 |  03.JUN.09

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Um ídolo é capaz de arrebatar multidões. E não há no Brasil de hoje ninguém melhor do que o jogador Ronaldo para exemplificar a paixão que essas pessoas despertam nos fãs. Depois de um doloroso período de recuperação por causa de problemas no joelho, que incluiu dificuldade para perder peso e até uma saia justa num episódio que envolvia travestis, ele alcançou a redenção.

Desde o Santos de Pelé, e lá se vão décadas, não se viam torcedores de times rivais acompanhando jogos para admirar a performance de um atleta. Já no primeiro gol pelo Corinthians, em março, o Fenômeno silenciou os que anunciavam sua aposentadoria precoce e retomou seu lugar no coração dos brasileiros, graças a uma combinação de fatores como dedicação ao trabalho, perseverança e perfeccionismo. Todas essas características já existiam antes de ele se machucar.

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Elas lapidaram seu talento, lhe conferiram carisma e o levaram a alcançar um patamar social no qual nada é impossível financeiramente. Somadas à capacidade de superação, comprovada durante seu calvário, elas transformaram o jogador em fonte de inspiração para aquilo que as pessoas costumam desejar para suas próprias vidas. Está pronta a receita do ídolo: assim como Ronaldo, eles têm uma legião de admiradores porque fazem as pessoas acreditarem mais em si mesmas.

A Ronaldomania prova o poder do ídolo. "A celebridade é admirada por provocar entusiasmo e trazer o novo para a vida das pessoas", explica a psicóloga Denise Gimenez Ramos, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Talvez por isso haja quem observe com lupa as realizações dos famosos. Uma pesquisa da Pew Research Center, divulgada no ano passado, mostrou que um em cada três americanos acompanha com assiduidade o programa "American Idol", que dá aos candidatos uma oportunidade no mundo da música.

Aos que torcem o nariz para essa atitude dos fãs, o antropólogo Francesco Gill-White, da Universidade da Pensilvânia, diz que é natural prestar atenção em indivíduos que são notícia. "Faz sentido qualificar as pessoas pelo grau de sucesso que conquistaram dentro dos valores almejados."
Para o psiquiatra Rafael Boechat, pesquisador do Laboratório de Neurociências e do Comportamento da Universidade de Brasília (UnB), se espelhar em alguém com feitos positivos e querer ser bom em algo é saudável. No caso de Ronaldo, é forte o enredo de magia do garoto que morou na favela até a adolescência, com vinte e poucos anos estava milionário e agora é um homem que confirma seu sucesso após ultrapassar obstáculos. "Ele mostra que o humilde tem uma chance", diz Boechat.

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SONHO DAS MENINAS Gisele Bündchen é exemplo para jovens que desejam triunfar como modelo

A top model Gisele Bündchen também se encaixa nesse perfil. Veio de uma cidade do interior do Rio Grande do Sul e antes dos 20 anos já era milionária. Ela é ídolo de milhares de garotas que sonham com a passarela. Idolatrar profissionais de destaque em suas respectivas áreas é um comportamento comum à humanidade, em todas as culturas. O ídolo de hoje é o herói de ontem, diz Denise. "No passado, os guerreiros que defendiam as nações eram os idolatrados, trazendo conquistas para a sociedade."

O herói contemporâneo dos brasileiros foi o piloto Ayrton Senna. Três vezes campeão mundial de Fórmula 1, o esportista morreu em um acidente no Grande Prêmio de San Marino, em 1994, aos 34 anos. Era conhecido pelo talento excepcional, pela disciplina e dedicação ao automobilismo. "Senna mostrava que era possível vencer os europeus poderosos", afirma Denise. "Ele resgatava a autoestima do País quando levantava a bandeira." Outros brasileiros são referência em suas áreas de atuação e conquistam a admiração da sociedade, mesmo sem atuar sob os holofotes.

O arquiteto Oscar Niemeyer, criador do estilo que permite ao concreto ganhar curvas, é um ídolo entre seus pares.
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INOVADOR E INCANSÁVEL Niemeyer é o mestre das curvas e do concreto


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"A arquitetura de Niemeyer é sensual, com beleza funcional e economia de espaço", diz o arquiteto Marcio Mazza, vice-presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura em São Paulo, ele mesmo um fã, que se encantou pela arquitetura ainda menino justamente quando conheceu as construções do Parque do Ibirapuera, de autoria do mestre. Incansável, ele produz ainda hoje, aos 101 anos. Lançou na quarta-feira 27, no Rio de Janeiro, o livro "Oscar Niemeyer, 1999-2009", com seus projetos mais recentes.

O cardiologista Adib Jatene também é admirado por sua biografia. Respeito que transcende seus pares. Foi assistente de Euryclides Zerbini, que comandou o primeiro transplante de coração do Brasil, trabalhou nos principais institutos de cardiologia, foi ministro da Saúde e secretário estadual de Saúde de São Paulo. Implantou técnicas cirúrgicas que mudaram os rumos de sua área, como a correção das artérias aorta e pulmonar em bebês que nascem com esse sistema invertido (o que prejudica a oxigenação do cérebro e leva à morte). Hoje, é diretor-geral do Hospital do Coração, em São Paulo.

"Ele é perseverante, tem caráter, além de ser uma pessoa simples", diz o cardiologista Ari Timerman, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo. À frente da multinacional AmBev, o empresário Jorge Paulo Lemann é admirado não só por ser um bilionário que construiu sua fortuna graças a jogadas de mestre. Mas por reservar parte de seu tempo às fundações Estudar e Lemann, instituições que distribuem bolsas de estudo e têm projetos para melhorar a educação brasileira. Os amigos dizem que é um líder nato.

Uma tendência que se fortalecerá nos próximos anos é a dos novos ídolos, aqueles que construíram o sucesso aos poucos, não de forma instantânea - o que tornaria a ideia de ascensão uma realidade para um número maior de pessoas. "É vencer por merecimento, com estudo, trabalho", diz o psiquiatra Boechat.

"Não do dia para a noite, como os reality shows fazem acreditar." O presidente americano Barack Obama é o expoente do novo ídolo que teve que batalhar para chegar onde está. Obama, na verdade, ainda é um fenômeno. A história dirá se ele será uma referência tão importante, especialmente para os negros, como foi o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela, principal representante do movimento anti-apartheid, que deu fim à segregação naquele país.

Há, no entanto, limites para a admiração por alguém. "Por trás dessa fascinação pode existir um sentimento de derrota no mundo real", diz o filósofo Clóvis de Barros Filho, professor de ética da Universidade de São Paulo (USP) e da Casa do Saber. "O ídolo oferece uma compensação a quem se sente fracassado, tem baixa autoestima." O fanatismo é um risco, diz a psicóloga Denise.

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FENÔMENO DE PÚBLICO Ronaldo volta a ser idolatrado pela torcida

"Conhecer ao máximo o outro para preencher a própria vida é patológico. Precisa de terapia." Para o ídolo os excessos dos fãs também podem trazer problemas. Afinal, ele é visto como um ser perfeito. Por isso, há pressão para que nunca erre ou desaponte. E esse é o desafio de Ronaldo agora. Saber que voltou ao topo. Mas entender que equilíbrio é fundamental, caso as dificuldades apareçam novamente.