quarta-feira, 3 de abril de 2013

Teste o seu português!

publicado em 16/04/2012 às 18h06:

Erros de português reprovam quase 40% dos candidatos a estágio.

Estudantes de design, matemática e pedagogia têm os maiores índices de reprovação.
Uma pesquisa realizada pelo Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios) aponta que quase 40% dos estudantes são reprovados em seleções de estágio por não terem bons resultados em testes de português.

O levantamento foi feito com 6.716 estudantes. O índice de reprovação é de 39,78% para alunos de nível superior e tecnológico. Já os estudantes de nível médio e técnico têm 36,73 % de reprovação em testes de ortografia.

Os alunos com maiores índices de reprovação são dos cursos de artes e design (70,59%), matemática (66%) e pedagogia (50%). Na área de jornalismo, a reprovação chega a 49,45%, de acordo com a pesquisa. 

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Os alunos de engenharias e de direito são os profissionais com mais sucesso nos testes de ortografia. Cerca de 74 % dos estudantes de engenharia são aprovados no teste, os estudantes de direito são 82,75 % aprovados. 
Segundo o Nube, os números apresentados mostram a falta de qualidade nos profissionais do mercado de trabalho, onde muitos iniciam aulas para falar um segundo ou até terceiro idioma para aprimorar ainda mais o seu currículo, mas não têm intimidade com a primeira língua – o português.

Faça o teste aqui (no final do texto) e veja as respostas corretas do quiz aqui.

terça-feira, 12 de março de 2013

Projeto Saúde Bombeiros

Famílias sob o governo de crianças


12/03/2013 - 05h00

A família está sob o governo das crianças, afirma pesquisadora

JULIANA VINES
DE SÃO PAULO
Theodoro tem dois anos e 11 meses e o apelido de "Theorremoto", ganho às custas de muita birra. "Não muito orgulhosa disso", a mãe, a estilista Marina Breithaupt, 32, diz que o menino manda nela, no pai e na irmã de 11 anos.


"Saímos quando ele quer, assistimos ao que ele gosta na TV. Ele quer tudo antes da irmã e decidiu que não dorme mais na cama dele, só na nossa", conta a mãe.

Adriano Vizoni/Folhapress
Theodoro,de dois anos e oito meses, no prédio onde mora, em Campinas
Theodoro,de dois anos e oito meses, no prédio onde mora, em Campinas

Se ouvir um não, o menino "faz escândalo, vira um inferno". A família deixou de ir a shopping porque Theo quer tudo o que vê. E só vai a restaurante que tem parquinho: um dos pais brinca com ele enquanto o outro come.

A última do garoto é não querer ir à escola. "Já acorda dizendo que não vai. Num domingo, resolveu que queria ir", diz Marina. "Sou rígida, mas acabo cedendo para evitar problemas. Ele tem personalidade dominadora." Ele e uma geração inteira de pequenos ditadores, na explicação de Marcia Neder, pesquisadora do Núcleo de Pesquisa de Psicanálise e Educação da USP e autora do livro "Déspotas Mirins - O Poder nas Novas Famílias" (Zagodoni, 144 págs., R$ 34).

"Vivemos uma 'pedocracia'", diz, dando nome ao fenômeno das famílias sob o governo das crianças. "Há 50 anos, elas não tinham querer. Agora, mandam." Segundo Neder, estamos no ápice da tirania infantil. "Muito se fala sobre declínio de poder paterno e ascensão do materno. Discordo. Quem ganhou poder nas últimas décadas foram os filhos", diz.
A falta de limites é sinal da derrota dos pais, na visão dela. "A criança foi a grande vitoriosa do século 20."

E não precisa ser mandão para manter o reinado. Mesmo sem espernear, os filhos têm as vontades atendidas e a rotina da casa organizada em função deles. "O adulto é um satélite em volta da criança", diz Neder, que considerada urgente um esforço pela retomada do poder adulto. "Vamos pagar o preço de ver esses tiranos crescidos."